Air France é indiciada por homicídio em acidente no voo Rio-Paris de 2009
Empresa aérea foi acusada pela Justiça francesa de homicídio culposo.
Em maio de 2009, o voo 447 caiu com 228 pessoas a bordo.
Após um interrogatório de menos de uma hora em uma primeira audiência, a companhia aérea, representada pelo diretor geral, Pierre Henri Gourjon, foi indiciada como pessoa jurídica por "homicídio culposo" pela juíza Sylvie Zimmerman.
Airbus
Na quinta-feira, quando a juíza indiciou pelo mesmo delito a construtora aeronáutica europeia Airbus, o presidente da empresa afirmou: "Confirmo que a Airbus foi indiciada. Desaprovamos firmemente a decisão, que consideramos prematura."
Os dois indiciamentos são os primeiros do processo, condicionado à eventual localização das caixas-pretas do Airbus A330 que caiu na costa do Brasil quando voava do Rio a Paris.
A decisão judicial foi anunciada às vésperas do início da quarta operação de busca do Airbus A330 da Air France. Em 20 de março, os especialistas começarão uma quarta fase de buscas em uma zona até agora não explorada de 10 mil quilômetros quadrados para tentar encontrar as caixas-pretas da aeronave.
O Escritório de Investigações e Análises (BEA), organismo responsável pelas investigações técnicas do acidente, considera que uma falha nas sondas (sensores de velocidade) Pitot do fabricante francês Thales foi um dos fatores do acidente, mas acredita que só terá a explicação definitiva da tragédia com a localização das caixas-pretas.
Em 2009, familiares das vítimas - que incluem 72 franceses e 59 brasileiros - entraram com uma ação na justiça francesa para exigir uma investigação do acidente. Ao todo, 228 pessoas morreram.
* Com informações da AFP e EFE
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